Esperança #001
- 13 de jul.
- 2 min de leitura
Ainda não sei o que vem a seguir...
Há alguns anos, se alguém me perguntasse como imaginava o meu futuro, tenho a certeza de que a resposta seria completamente diferente da realidade que vivo hoje. E, para ser sincera, ainda estou a aprender a lidar com isso.
Sempre gostei de ter tudo planeado. Saber qual era o próximo passo dava-me uma sensação de segurança. Achava que, se organizasse bem a minha vida, conseguia evitar desilusões, controlar os imprevistos e proteger-me daquilo que pudesse correr mal.
Mas a vida nunca me perguntou quais eram os meus planos.
Foi mudando peças sem pedir autorização. Trouxe pessoas, levou outras, fechou portas que eu achava que nunca iam fechar e abriu caminhos que eu nem sequer imaginava existir.
Durante muito tempo isso assustou-me. Sentia que precisava de saber exatamente o que vinha a seguir para conseguir respirar em paz. Hoje continuo a gostar de fazer planos, mas já não fico tão desesperada quando percebo que nem tudo depende de mim.
A verdade é que ainda não sei o que vem a seguir.
Não sei onde vou estar daqui a um ano. Não sei que desafios ainda vou enfrentar, nem quantas vezes vou voltar a sentir medo. Mas também não sei quantos sorrisos ainda me esperam, quantas pessoas vou conhecer ou quantos momentos felizes ainda estão por viver.
E acho que é aí que mora esperança.
Não na certeza de que tudo vai correr bem, mas na capacidade de continuar, mesmo quando o caminho ainda não está totalmente iluminado.
Hoje aceito melhor a ideia de que não preciso de ter todas as respostas. Posso simplesmente continuar a dar um passo de cada vez e confiar que, aos poucos, a vida se vai desenhando à minha frente.
Talvez seja isso crescer. Perceber que nem sempre sabemos para onde vamos, mas ainda assim escolher continuar a caminhar.
E, curiosamente, algumas das melhores coisas que já me aconteceram foram precisamente aquelas que nunca consegui planear.
Respira. Não precisas de carregar o mundo hoje.
Até à próxima carta,
Velaris 🦋



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